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Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) aponta que pessoas negras têm até 2,3 vezes mais risco de morrer por homicídio do que pessoas brancas no Brasil. A pesquisa utilizou um método estatístico que compara indivíduos com a mesma idade, sexo e local de moradia, diferenciando-os somente pela cor para desenvolver uma escala de risco.

Analisando dados de 2022, a equipe concluiu que o perfil predominante das vítimas assassinadas é formado por homens jovens, negros, solteiros e com baixa escolaridade. Em áreas classificadas como mais violentas, nove em cada dez mortos são pretos ou pardos.

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