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Para justificar o ataque ao Irã sem autorização prévia do Congresso, Donald Trump afirma que o regime de Teerã representa uma ameaça iminente aos Estados Unidos. Entretanto, até o momento, a Casa Branca vem apresentando explicações diferentes e sem provas do perigo imediato. Trump precisa de uma justificativa sólida diante da reação do Legislativo por ter sido ignorado e de pesquisas indicando que boa parte de seu eleitorado é contra o conflito.

O preço do petróleo disparou nesta segunda-feira com o fechamento efetivo do estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de energia por onde passam 20% do petróleo consumido anualmente no mundo. O preço do brent cru saltou 13% na abertura dos negócios, chegando a US$ 82 o barril, a maior alta em 14 meses. Analistas afirmam que, se o conflito não apresentar sinais de solução nos próximos dias, o petróleo poderá ultrapassar novamente a barreira de US$ 100 por barril. Neste domingo, um navio petroleiro foi atacado no estreito de Ormuz. O cálculo de Trump combina objetivos estratégicos amplos e ambição política, mas os ataques também podem fracassar de forma mais estrutural. 

O regime iraniano já vinha se preparando há anos para a sucessão de Khamenei, líder idoso e com problemas de saúde. O resultado é absolutamente incerto. A agência estatal do Irã informou neste domingo (1º) a morte do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad, aos 69 anos, após um bombardeio atingir sua residência no bairro de Narmak, na zona nordeste de Teerã. Segundo as autoridades iranianas, o ataque ocorreu no contexto de uma ofensiva atribuída aos Estados Unidos e a Israel contra alvos no território iraniano. Ahmadinejad governou o Irã e entre 2005 e 2013 e ficou conhecido por posições consideradas linha-dura. Durante o mandato, ganhou notoriedade internacional por declarações antissemitas, pela negação do Holocausto e por críticas recorrentes à existência do Estado de Israel. 

À frente do governo, o ex-presidente intensificou o programa nuclear iraniano, o que resultou na imposição de sanções econômicas por potências ocidentais. As medidas agravaram a crise econômica interna e ampliaram o isolamento diplomático de Teerã. No cenário doméstico, Ahmadinejad também enfrentou embates políticos. Inicialmente aliado do líder supremo Ali Khamenei, que morreu no sábado (28), o então presidente terminou o mandato em confronto com a liderança religiosa ao tentar ampliar o poder da presidência civil diante da autoridade clerical.

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