Eleições
2 de fevereiro de 2026

O mapa ideológico dos governos estaduais vai pender ainda mais para a centro-direita em abril. No dia 4 daquele mês, os governadores que pretendam disputar outros cargos na eleição de outubro terão de se desincompatibilizar, abrindo caminho para os vices, alguns dos quais vão às urnas para continuar no cargo.
O PP subirá de dois para quatro governadores com a ascensão dos vices na Paraíba e no Distrito Federal. Idem para o Republicanos, que ganhará Mato Grosso e Roraima. Já o MDB salta de dois para cinco, com Goiás, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Em dois estados, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, haverá uma eleição indireta para escolher um governador tampão.
O vice potiguar, Walter Alves (MDB), também vai sair para disputar o governo, enquanto o Estado do Rio está sem ninguém para substituir Cláudio Castro (PL). O ex-vice Thiago Pampolha renunciou para integrar o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Presidente da alerj, foi afastado. Pelo lado do governo, com a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) consolidada, os olhos estão voltados para o Senado.
O objetivo é abater a
estratégia bolsonarista de fazer maioria na Casa, o que dificultaria muito a
vida de um governo Lula 4 e aumentaria o risco de impeachment de ministros do
Supremo. Para tanto, o Planalto quer lançar pesos-pesados em estados como São
Paulo, Paraná, Bahia e Mato Grosso. A disputa paulista é a que mais tem
potenciais candidatos, os hoje ministros: Marina Silva (Rede), Simone Tebet
(MDB), Márcio França (PSB) e Fernando Haddad (PT). Este é cotado também para
enfrentar Tarcísio de Freitas na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.