CRISE
26 de janeiro de 2026

A morte de mais um cidadão americano pelos agentes federais de imigração dos Estados Unidos, o cada vez mais temido ICE, aproxima o país de uma crise sem precedentes na história recente. No domingo, um dia após o assassinato de Alex Pretti, de 37 anos, autoridades de Minnesota órgãos federais entraram em choque, com acusações mútuas de violação das leis. O caso levou democratas no Senado a ameaçarem barrar um acordo orçamentário que destina US$ 10 bilhões ao ICE e fez até alguns republicanos defenderem uma investigação independente. Pretti, enfermeiro do hospital de veteranos da cidade e cidadão americano, foi classificado pela administração Trump como um “terrorista doméstico”.
O comandante do ICE, Gregory Bovino, afirmou que os agentes foram as “verdadeiras vítimas”. Já o governador de Minnesota, Tim Walz, acusou o governo federal de promover uma campanha de difamação “indescritível” contra Pretti.Vídeos gravados por testemunhas desmentem a versão do ICE que Pretti avançou contra os agentes de pistola em punho. As imagens mostram que ele tinha um celular nas mãos e que, embora portasse uma arma legalizada, ela foi retirada pelos agentes antes dos disparos e com a vítima já imobilizada.
O ex-presidente Barack Obama classificou o episódio como uma “tragédia devastadora” e um “alerta” sobre o enfraquecimento de valores fundamentais nos Estados Unidos. Em nota, afirmou que agentes federais não estariam atuando de forma legal ou responsável em Minnesota e criticou o governo Trump.